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A prevalência de fumantes tem diminuído em todo o mundo ao longo dos anos.  No entanto, a proporção de mulheres adultas que fumam nos Estados Unidos é de 15,3% sendo que 20,7% delas tem de 25 a 44 anos. O fumo é um conhecido fator de risco para uma série de complicações para a gestação e saúde do bebe.  Além dos riscos para a gravidez, existem efeitos nocivos do cigarro sobre a fertilidade e a reprodução. Já foram identificadas nos ovários e líquido folicular várias toxinas presentes no cigarro (como cadmium e cotinine).

Segundo um comitê da Associação Americana de Medicina Reprodutiva, existe uma associação entre fumo e ciclos menstruais mais curtos, alterações hormonais (FSH aumentado, hormônio antimuleriano/AMH  diminuido) e menopausa precoce.  Os níveis de FSH são 66% maiores em fumantes, enquanto que os níveis de AMH são 44% inferiores nas pacientes que fumam.  A menopausa também ocorre 1-4 anos mais cedo nestas pacientes.

Pacientes que fumam necessitam do dobro de tentativas de FIV para engravidar quando comparadas a pacientes não fumantes.  Aliado a isso, cada ano como fumante está associado a um aumento de 9% de falha nos tratamentos de FIV.  Vários estudos têm relatado efeitos adversos do fumo nos tratamentos de FIV: aumento da dose necessária para estimulação dos ovários, taxas de estradiol mais baixas, testosterona mais alta, menor número de óvulos capturados, maior número de ciclos cancelados, zona pelúcida mais espessa, menores taxas de implantação e maior falha de fertilização e aborto.  Os danos são mais acentuados em pacientes mais velhas.

Vários pesquisadores tem relatado a associação entre fumo e infertilidade, que parece ser dose-dependente.  O consumo de apenas meio maço de cigarro por dia já tem sido associado à diminuição da fertilidade em alguns estudos. Entretanto, ex-fumantes apresentam retorno de sua capacidade reprodutiva.  Desta forma, o efeito adverso causado pelo fumo poderia ser combatido.

 

Fonte: Fertility Sterility, 110(4): 611-618, 2018